Viver e morar em Salto SP

Salto é uma cidade encantadora que oferece aos moradores uma vivência singular, onde a natureza e as raízes histórias do povo paulista se entrelaçaram, proporcionando paisagens diferenciadas em lugares aprazíveis para o descanso e lazer.

Mercado Imobiliário - Por Jonas Peter - quinta, 01 de novembro de 2018

Viver e morar em Salto SP

Salto é uma cidade do Estado do São Paulo. Os habitantes se chamam saltenses. O município se estende por 133,2 km² e contava com 105.516 habitantes no último censo. A densidade demográfica é de 792,2 habitantes por km² no território do município.

No Roteiro dos Bandeirantes, a Estância Turística de Salto se destaca por oferecer também um turismo educativo, onde os visitantes têm contato com a história nacional e local. Exemplo disso é o Memorial do Rio Tietê, o único no Estado que se localizam as margens do rio e conta toda a história do Tietê, uma excelente opção para escolas e alunos. Os visitantes que chegam são surpreendidos pelos os atrativos naturais localizados ao longo do Rio Tietê e pelos belos conjuntos arquitetônicos construídos entre os séculos, que marcaram os primórdios da industrialização paulista.

Salto é uma cidade encantadora que oferece aos moradores uma vivência singular, onde a natureza e as raízes histórias do povo paulista se entrelaçaram, proporcionando paisagens diferenciadas que possibilitam diversas abordagens educativas e lúdicas em diferentes lugares aprazíveis para o descanso e lazer.

 

História

O rio Tietê foi, desde o início, indicador natural de caminhos para exploradores, missionários e autoridades coloniais. A cachoeira, hoje cercada pelo centro da cidade de Salto, aparece em mapa primitivo do governador espanhol Luís de Céspedes Xeria, nos primeiros anos do século XVII. Também ao seu redor a grande bandeira de Nicolau Barreto, em 1601, aldeou grande número de indígenas cativos. E foi a uma légua do salto que Domingos Fernandes e seu genro, Cristóvão Diniz, saídos de Santana de Parnaíba, fundaram o povoado de Nossa Senhora da Candelária do Ytu Guaçu, a atual cidade de Itu, em 1610.

Já no final do século XVII, o atual território de Salto era uma propriedade particular, o Sítio Cachoeira, parte de sesmaria da Capitania de São Vicente, adquirido pelo capitão Antônio Vieira Tavares (sobrinho do bandeirante Raposo Tavares) e de sua mulher, Maria Leite. O capitão obteve permissão para construir e mandar benzer uma capela em seu sítio, que o livrasse de ir a Itu para assistir missa. A bênção do templo e a primeira celebração deram-se em 16 de junho de 1698, data que é considerada como a de fundação da cidade de Salto. Por disposição testamentária, no ano de 1700, o casal fez a doação de suas terras, escravos e índios à Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat. A localidade, com poucas casas e lavoura circundante, permaneceria por bom tempo na condição de bairro rural da vila de Itu.

Foi o capital acumulado com a lavoura da cana-de-açúcar e, em menor escala, do café e do algodão, que propiciou o despertar do lugarejo, na segunda metade do século XIX. A posição geográfica privilegiada, junto à queda d’água, foi fator decisivo para os primeiros investimentos fabris, assim como a chegada da ferrovia, com a instalação dos trilhos da Companhia Ituana de Estrada de Ferro, em 1873. Nesse mesmo ano, o empresário José Galvão da França Pacheco Júnior inaugurou a primeira fábrica de tecidos na margem direita do Tietê, batizando-a de Júpiter. Pouco depois, em 1882, o dr. Francisco Fernando de Barros Júnior, político republicano cognominado Pai dos Saltenses, inaugurou a sua tecelagem, à qual deu o nome de Fortuna, poucos metros mais abaixo daquela pioneira. Em 1885, seria a vez da Fábrica de Meias de José P. Tibiriçá, e, em 1887, a Fábrica de Tecidos Monte Serrat, de Octaviano Pereira Mendes. Ainda no último ano da monarquia, 1889, inaugurava-se na margem oposta do rio a primeira fábrica de papel da América Latina, de Melchert & Cia.

A esse despertar industrial correspondeu o aporte de trabalhadores europeus, desviados em parte da lavoura do café e de outros produtos. No caso saltense, foram sobretudo italianos, atraídos em grande número pelas tecelagens, mas fixando-se também em pequenas propriedades rurais e no comércio miúdo pela cidade. Mesmo o capital italiano se fez presente, já que as duas fábricas pioneiras acabaram se aglutinando numa unidade maior e transferindo-se para a propriedade de europeus, através da Società per l´Esportazione e per l´Industria Italo-Americana. Pouco depois, em 1919, esta daria lugar à Brasital, indústria que marcou a vida da comunidade por décadas, como maior empregadora e responsável pelo surgimento de vilas operárias e de todo um modo de vida, com profundas raízes na cultura local.

No campo político, a chegada da República coincidiu com a separação do município de Itu, passando a cidade a ter autonomia administrativa. O nome foi simplificado para Salto já em 1917.

A entrada do século XX trouxe mais indústrias e benefícios como a iluminação elétrica, os serviços de água e esgoto, telefone, o primeiro grupo escolar, bandas de música e a segunda usina hidrelétrica instalada no rio Tietê, a de Lavras, construída a partir de 1904. Pelos anos seguintes, a cidade, dada a concentração de indústrias, passa a merecer o apelido de Pequena Manchester Paulista, em referência ao centro industrial britânico.

Um segundo surto industrial verificou-se na década de 1950, quando isenções de impostos atraíram empresas de porte considerável para a época, como a Eucatex, Emas, Picchi e Sivat, que juntas chegaram a oferecer mais de 3.500 empregos, firmando de vez o perfil industrial da cidade. Esse caminho teve seguimento já nos anos 1970, com a criação de distritos industriais e novos incentivos à vinda de indústrias. Cerca de vinte unidades se instalaram no município, justificando a chegada de grandes contingentes de migrantes provenientes de vários estados da Federação, com destaque para os paranaenses. O surgimento de novos bairros, em ritmo acelerado, alterou a paisagem e, em grande parte, o ritmo de vida e as características socioculturais da cidade.

Ao entrar no século XXI, Salto conta com mais de 98% de sua população (de aproximadamente 103 mil habitantes) na zona urbana. Embora boa parte dos empregos esteja nos setores de serviços e comércio, a cidade não perdeu sua característica industrial, concentrando dezenas de empresas nos seus distritos industriais, espalhados no pequeno território de 160 km². Existem na cidade importantes empresas de vários segmentos, como o metalúrgico, o automotivo, de mineração, cerâmico, químico, têxtil, de papel, moveleiro, etc., mas também se transformou em Estância Turística pela Lei Estadual 10.360 de 02 de Setembro de 1999.

Dois centros universitários atraem estudantes de mais de cinquenta cidades. Além disso, um claro perfil turístico – já explorado superficialmente no passado – passa a merecer atenção crescente, com a instalação de três parques municipais, que se somam a outros atrativos, como a cachoeira, o Monumento à Padroeira, museu, concha acústica e jardins.

Fonte: http://salto.sp.gov.br

 

Onde fica Salto

Vizinho dos municípios de Itu, Indaiatuba e Cabreúva, Salto se situa a 7 km ao Norte-Leste de Itu.

 

Vídeo de Salto

 

Turismo em Salto

Salto é um dos municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, o qual garante uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional.

Por estar localizada às margens do Rio Tietê, em curso com água limpa, a cidade, pertinho de São Paulo, agrada o paulistano, acostumado a ver o rio bastante poluído ao longo da Marginal Tietê.

Um dos pontos de maior interesse, que vale como parada, é a Ponte dos Enamorados e a Cachoeira do Salto Grande, a maior queda do Rio Tietê em todo o seu curso pelo estado de SP. Há diversos mirantes para apreciar esta bela cachoeira urbana no interior de SP.

O complexo turístico fica na praça Arquimedes Lamoglia, bem no centrinho, onde também acontece uma feirinha de artesanatos. No mesmo local está localizado o Memorial do Rio Tietê e a ponte pênsil (atualmente desativada), além da igreja matriz Nossa Senhora de Monte Serra.

O Parque do Lago é um espaço público com muito verde, bonito e bem cuidado. O endereço é rua Padre Bento, 995. O local conta com estacionamento, lanchonete, quadras, pista de aeromodelismo, parquinho para as crianças, equipamentos de ginástica para adultos, pista para caminhada de 1,6 km, além de área para relaxar em meio à natureza, com um lago belíssimo de 75 mil m² e dezenas de espécies de aves. A entrada é gratuita.

 

Imóveis para comprar e alugar em Salto SP

 

Fotos de Salto SP

Complexo Turístico da Cachoeira Salto SP

Complexo Turístico da Cachoeira Salto SP

Complexo Turístico da Cachoeira Salto SP - Foto 2

Parque do Lago Salto SP

Parque do Lago Salto SP

Igreja Matriz - Salto

Igreja Matriz Salto SP

Monumento à Fundação - Salto SP

Monumento à Fundação Salto SP

Praça do Granito - Salto SP

Praça do Granito Salto SP

Monumento a Pradroeira - Salto SP

Monumento a Padroeira Salto SP